Qual é o valor ideal de pró-labore para pagar menos imposto?
Depende do Anexo do Simples Nacional em que a sua atividade se encaixa. Na prática, existem dois caminhos:
- Se a sua atividade é do Anexo III (ou de comércio e indústria): o mais comum é tirar 1 salário mínimo de pró-labore, que é o valor mínimo permitido, e receber o restante como distribuição de lucros, que, na grande maioria dos casos, é isenta de Imposto de Renda.
- Se a sua atividade é do Anexo V: vale definir um pró-labore de 28% do faturamento para usar o Fator R e pagar o imposto pela tabela do Anexo III, bem mais barata.
Por que não tirar tudo como pró-labore?
Porque o pró-labore tem INSS de 11% e, dependendo do valor, também Imposto de Renda. Já a distribuição de lucros não tem INSS e, para a grande maioria dos profissionais PJ, também não tem Imposto de Renda (a exceção são valores acima de R$ 50 mil por mês, que passaram a ter retenção em 2026). Por isso, deixar o pró-labore só no valor necessário costuma sair mais barato.
Exemplo prático no Anexo V
Imagine uma empresa de tecnologia que fatura R$ 10.000 por mês:
Pró-labore mínimo | Pró-labore de 28% (Fator R) | |
|---|---|---|
Pró-labore | 1 salário mínimo (R$ 1.621 em 2026) | R$ 2.800 |
INSS do pró-labore (11%) | cerca de R$ 178 | R$ 308 |
Alíquota do DAS | 15,5% (Anexo V) | 6% (Anexo III) |
Valor do DAS | R$ 1.550 | R$ 600 |
Total de impostos no mês | cerca de R$ 1.730 | R$ 908 |
Ou seja: aumentar o pró-labore para usar o Fator R gera uma economia de mais de R$ 800 por mês, quase R$ 10 mil por ano!
E a aposentadoria?
Vale lembrar: quanto maior o pró-labore, maior a contribuição para o INSS e, no futuro, maior o valor da sua aposentadoria. Se você tira só o mínimo, a sua aposentadoria pelo INSS também tende a ficar perto do mínimo. Nesse caso, vale planejar uma reserva por fora.
Atualizado em: 28/09/2026
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